“Boas são aquelas relações em que, 5 minutos depois da briga, um volta correndo porque viu algo engraçado e queria compartilhar e sabe que só tem graça se for com o outro. Sabe? Quando seu orgulho e irritação não conseguem ser maiores do que a vontade de estar com a pessoa. São essas que valem a pena.
“— Amor?
— Oi, bia.
— Você lembra como nos conhecemos?
— Acho que foi no aniversário da sua tia, sei lá.
— Nossa.
— O que?
— Você nem lembra mais como nos conhecemos, isso é importante. Pelo menos pra mim.
— Você vai se apegar a coisas bobas agora é amor? Deixa de ser boba.
— Não são coisas bobas,e eu não sou boba.
— Ta, ta… Tudo bem, foi no aniversário da sua tia, na chacára da sua avó, eu fui como convidado do seu primo, você usava um vestido rodado cheio de flores, tava parecendo um bebezão, usava uma sapatilha branca e tinha o incrível poder de ser fria comigo. — ela ri.
— Não foi bem assim, eu só não sou de dar moral pra qualquer um, ta? Pra você não ia ser diferente.
— Tinha que ser. Sou bonito, gostoso e tenho um hálito incrível. — ele chega mais perto e a puxa pela cintura — Sem contar que meu beijo te deixa louca, né? — ele sussura perto dos seus lábios.
— Nossa, além de tudo é convencido. — ela ri — Você só fala desse jeito por que sabe que eu não resisto.
— E eu não resisto a você. Toda perfeitinha, andar de boneca, modos de princesa. Já disse que eu te amo?
— Já, mas faz tempo que eu to querendo ouvir de novo.
— Então, mô, eu te amo, e não é qualquer amor, você conseguiu que meu coração quebrasse o gelo. — ele pega a mão dela e põe sobre seu peito — Ta vendo? Você o derreteu com teu jeitinho de moleca.